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Estabelecendo Conexão...

Jacutinga

O Tricô

A partir dos anos 1970, com o surgimento de teares que podiam ser operados em casa, deu-se mais um passo para que a confecção de malhas se tornasse o que é hoje em Jacutinga: uma indústria que emprega entre oito mil e dez mil pessoas e que faturou pelo menos R$ 240 milhões em 2017 segundo a Associação Comercial, Industrial e Agropecuária de Jaicutinga (Acija). Essa indústria inclui oficinas domésticas e pequenas, médias e grandes empresas. Dela fazem parte atividades como a venda de máquinas e insumos, a fotografia e a publicidade, a produção de eventos e também outros segmentos econômicos da cidade, como restaurantes e hotéis. A cada ano, a FestMalhas, atrai a Jacutinga centenas de milhares de turistas.

A cadeia de produção e comercialização de malhas em Jacutinga atravessou em franca expansão as décadas de 1980 e 1990, marcadas pela luta contra a recessão e a instabilidade econômica, e se consolidou como principal atividade econômica do município. Mesmo com a informalidade predominante nas relações trabalhistas, o processo de industrialização gerou uma classe trabalhadora que se especializou em áreas de criação e produção, qualificando-se como tecelões, costureiros, modelistas, programadores, vitrinistas, vendedores e demais trabalhadores do setor administrativo.

Conforme a cidade conquistava fama como Capital das Malhas, o comércio evoluiu e passou a atrair compradores de outros setores da economia da cidade. No final dos anos 1970, foi organizada a primeira FestMalhas, que se tornou uma das mais importantes feiras de malharias do Brasil. Na 40ª edição, em 2017, de acordo com a (Acija), 70 dos cerca de mil fabricantes locais ocuparam com estandes um espaço de 3 mil metros quadrados de área coberta, em 8 mil metros quadrados de área total. A FestMalhas inclui desfiles e uma programação cultural.

Trechos retirados do livro Asas de Jacutinga.